Promovida pelo GRACE – Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial – em parceria com o BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável – a iniciativa juntou 72 representantes de 42 empresas, de vários setores e atividades.

 

Desenvolvido pelo CSR Europe, rede europeia dedicada à Responsabilidade e Sustentabilidade Corporativas - da qual o GRACE é National Partner Organisation, este workshop intensivo pretendeu sensibilizar e capacitar as empresas, através de informação e ferramentas, para a implementação dos ODS no seu negócio, fomentando a colaboração bem como a partilha interempresarial.

 

 

As boas-vindas estiveram a cargo de Pedro Bastos, Administrador do Hospital CUF Descobertas, que salientou o desafio que as entidades enfrentam na incorporação destes desafios na sua forma de ser e estar.

Mariana Ribeiro Ferreira, Vice-Presidente do GRACE em representação da José de Mello Saúde, esclareceu o conceito da Masterclass ODS e os objetivos que se pretendem atingir.  João Meneses, Secretary General do BCSD Portugal, salientou cronologicamente os marcos históricos que desencadearam os ODS.  

 

 

Durante a manhã, os participantes aprofundaram os seus conhecimentos sobre a Agenda 2030 das Nações Unidas, a importância da implementação dos ODS e da responsabilidade acrescida das empresas neste caminho.

 

 

Luís Roberto, Vice-Presidente do GRACE em representação da Fundação BP, realçou que que, segundo os mais recentes relatórios oficiais, os países Europeus, Portugal incluído, não estão no bom caminho no à implementação dos ODS diz respeito. E a verdade é que a implementação das metas dos 17 ODS têm a capacidade de desencadear inovação, crescimento económico e desenvolvimento a uma escala sem precedentes, com oportunidades de mercado avaliadas em pelo menos 12 biliões de dólares por ano e 380 milhões de novos empregos até 2030.

 

 

Durante vários momentos do dia, os grupos puderam trabalhar a transformação do negócio na prática com exercícios e ferramentas práticas e como aplicar os ODS na gestão diária. Mariana Ribeiro Ferreira, Vice-Presidente do GRACE, apresentou um exemplo de caminho que juntou a CUF e o Pingo Doce no desenvolvimento do programa Menos Sal Portugal que visa alertar os portugueses para as graves consequências do excesso de consumo de sal.

 

 

Nathalie Ballan, da Direção do GRACE em representação da Sair da Casca, apresentou as conclusões da manhã, reforçando a importância da identificação dos impactos das empresas, a resposta a esses impactos e a aposta na inovação, e deu uma breve perspetiva dos trabalhos da tarde.   

 

 

Após um almoço, variado e saudável, gentilmente oferecido pela José de Mello Saúde, Mafalda Evangelista, Head of Sustainability Knowledge do BCSD Portugal, abordou o tema da definição de prioridades – como podem as empresas materializar a implementação dos ODS. Cabe a estas compreenderem e medirem os fatores externos, estabelecerem objetivos e desenvolverem soluções empresariais. Todo este processo foi amplamente desenvolvido com ferramentas auxiliares e casos práticos.

 

Seguidamente, Luís Roberto, Vice-Presidente do GRACE, fez uma abordagem à comunicação da Sustentabilidade e dos ODS. Tal como estes devem fazer parte integrante da estratégia de negócio, também a comunicação deve estar completamente alinhada com a estratégia, objetivos e cultura organizativa. Além do foco nas etapas a ser desenvolvidas, foi realçada a importância da medição da comunicação e dos seus impactos.

 

 

Eduardo Moura, da Direção de Sustentabilidade da EDP, partilhou, de forma bem dinâmica e animada, a sua experiência na implementação dos ODS na empresa, com dicas práticas para percorrer esses passos, em que a palavra de ordem é: impacto.  

 

Mafalda Evangelista, Head of Sustainability Knowledge do BCSD Portugal, aprofundou o tema da medição do impacto e reporte dos ODS com exemplos práticos e recomendações de ferramentas úteis.

 

Após um exercício prático em que cada grupo tinha de criar o seu próprio plano de ação, a sessão chegou ao fim com o encerramento e conclusões de Luís Roberto.

 

Os participantes, visivelmente satisfeitos e inspirados, saíram certamente mais capacitados para que as suas empresas impactem verdadeiramente nos ODS e para que ninguém seja deixado para trás!