O auditório do Associado Vieira de Almeida & Associados encheu para a conferência organizada pelo GRACE em parceria com o CPF. O tema? Fundações de Empresa – Agentes de Mudança.

As boas-vindas ficaram a cargo de Vasco Vieira de Almeida que abordou a importância da colaboração e frisou o desafio que a avaliação de impacto representa para as empresas.    

 

 

Maria do Céu Ramos, Presidente do CPF, realçou que, num contexto atual de cidadania passiva, criar uma Fundação simboliza o desejo de deixar uma marca no Mundo e a construção do bem comum, traduzido num lucro social para toda a comunidade.

 

 

Margarida Couto, Presidente do GRACE, congratulou a realização do evento que juntou duas entidades, numa clara ativação do ODS 17 – Parcerias para a implementação de esforços, referindo que o objetivo da conferência é não só enaltecer o papel das Fundações mas também inspirar outras empresas, já bastante fortes a nível de RSC, que instituam este braço fundamental em prol da sociedade.

 

 

José Miguel Júdice, do Conselho Consultivo das Fundações, frisou que não obstante os benefícios fiscais das Fundações corporativas, estas desempenham um papel muito relevante na sociedade e constatou que é necessário mudar o paradigma coletivo: a responsabilidade de todos nós começa, não quando pagamos impostos, mas sim a partir desse momento.       

 

O primeiro painel abordou “Desafios e oportunidades para as Fundações de Empresa”, e Paula Guimarães, do Associado Fundação Montepio, moderou Gonçalo Matias, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, Daniel Bessa, da Fundação Bial, Raimundo Pérez-Hernandez, da Fundação Ramón Areces e Jorge Filipe, da Fundação Pão de Açúcar – Auchan e Fundação Auchan para a Juventude. Com a apresentação da missão e trabalho das Fundações referidas, ficou claro que por trás de cada uma delas está o sonho de alguém e que o seu papel “pedagógico” junto da sociedade é inquestionável e muito relevante.  

 

 

Seguidamente, Margarida Couto, do Associado Fundação Vasco Vieira de Almeida, comparou as Fundações a uma mistura de elefante com borboleta, já que têm no seu ADN o melhor da Empresa e o melhor da Economia Social. Assim, é seu dever liderar pelo exemplo: obrigação de representarem a inteligência social/braço social das empresas e adoção de abordagens e compromissos a longo prazo, já que o seu financiamento é anualmente garantido. O grande desafio para o futuro é fazer que o setor fundacional ganhe um cariz mais inovador e se afaste da sua veia mais conservadora.

Margarida Couto assumiu que instituir uma Fundação nos dias de hoje é um ato de coragem, não só por todo o processo burocrático que tal envolve, mas porque nenhum empresa quer arriscar o seu nível reputacional, pelo que, os passos devem ser dados com grande firmeza.

O painel Liderar pelo exemplo foi moderado por António Gomes Mota, do Instituto Português de Corporate Governance e contou com as intervenções de Margarida Couto, Rui Pedroto, do Associado Fundação Manuel António da Mota, Miguel Coutinho, do Associado Fundação EDP.

 

 

O último painel da iniciativa, moderado por Nathalie Ballan, membro da Direção do GRACE em representação da Sair da Casca, juntou Sophie Fajour da European Venture Philanthropy Association, Rafael Chueca Blasco, da Fundação Bancaria ‘La Caixa’ e Paula Guimarães, do Associado Fundação Montepio à volta do tema “Como maximizar o impacto social?”.