Chegou ao fim mais uma edição dos Novos Líderes para a Cidadania Empresarial, dirigida aos colaboradores das empresas associadas. Em 3 edições (Lisboa e Porto) juntámos colaboradores de dezenas de empresas associadas que, em 10 workshops, debateram os mais variados temas, todos com o ponto comum da Liderança. 

 

A terceira edição fechou com chave de ouro em casa do Associado Microsoft Portugal. As boas vindas estiveram a cargo de Reginaldo Almeida, autor e apresentador do programa “Falar Global”, que “lançou as pedras” para o animado debate que viria a seguir. Concluiu a sua intervenção com uma desafiante frase de Napoleão Bonaparte: "Um líder é um vendedor de esperança".

 

 

De seguida, Patrícia Fernandes (Montepio) apresentou o painel de oradores constituído pela Sofia Montalvo (Michael Page), Tiago Strecht (Publicis One) e Vânia Neto (Microsoft).

 

Tiago Strecht começou por referir que “a confiança nos colaboradores deve ser a base de qualquer liderança”, realçando também que os colaboradores devem ser “donos do seu tempo” e as pausas no trabalho, desde que não exageradas, não devem ser entendidas de forma perniciosa mas como vantagem produtiva.

 

Sofia Montalvo deu relevância ao trabalho em rede, referindo que é uma máxima empresarial, criando assim um novo paradigma nas organizações e não havendo necessidade de controlo exagerado nos horários. O teletrabalho, do ponto de vista social, é um caminho sem retorno.

 

Vânia Neto defendeu que o recrutamento digital e a gestão digital é cada vez mais uma premissa das empresas, que o teletrabalho evita o contacto entre as pessoas e que pode tornar a empresa pouco pessoal.

 

Patrícia Fernandes culminou o debate e a sua missão enquanto moderadora com alguns highlights:

- A liderança digital ou analógica é uma falsa questão: a liderança é de pessoas e isso é imutável, seja no digital, seja no analógico;

- A tecnologia não substitui grandes talentos;

- O digital é mais um meio para contar histórias e as boas histórias têm sempre lugar reservado, são o âmago da publicidade, mas também da afirmação das organizações. Se essas histórias forem boas, o canal torna-se irrelevante.

 

 

Após o debate, a discussão prolongou-se em sala através da dinamização de 3 workshops liderados por Ivo Barros (Fujitsu), Luís Roberto (Fundação BP) e Sofia Velasco (Hill & Knowlton), que colocaram os participantes a refletir sobre a dicotomia homem/máquina.

 

Com os resultados dos trabalhos de grupo apresentados, Paula Guimarães, Presidente do GRACE, agradeceu a presença e participação dos colaboradores das 21 empresas participantes nestes 3 workshops realizados em Lisboa, deixando um alerta para a importância da evolução digital, mas sem perda de valores humanos e comportamentais nas organizações. 

 

 

Desafiou ainda estes "Novos Líderes" a irem mais além, divulgando junto das suas empresas os conhecimentos adquiridos, através da promoção de pequenas dinâmicas de grupo.

 

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